Atualmente, não há distinção entre os índios, apesar de cada tribo possuir suas particularidades, nesse contexto existe somente separação entre o índio e o homem branco.
Existem controvérsias quanto ao número de índios que habitam o território brasileiro, isso sofre variações de acordo com quem desenvolve a pesquisa, por exemplo, o número de índios registrado pelo IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística) é maior que o resultado obtido pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio), a última só considera aqueles que vivem em reservas.
O maior percentual de índios é apresentado no Estado do Amazonas, além do nordeste e no Centro-Sul do país, especialmente no Mato Grosso do Sul.
Os índios brasileiros não possuem uma cultura comum a todas as tribos e grupos indígenas. Nesse contexto, são reconhecidos no Brasil 215 grupos distintos e 180 línguas diferentes.
Os índios brasileiros se diferenciam também segundo o nível de contato com o homem “civilizado”, desses são identificados os que vivem isolados (praticamente não há contato com brancos), os integrados (falam português e trabalham em cidades), existem ainda aqueles que mantém um contato ocasional e outros permanentes.
Independente do grupo indígena, o mais importante é valorizar as culturas e os costumes típicos de um grupo étnico que corre sério risco de extinguir e não existir ninguém para testemunhar a existência de determinado grupo social.
Se compararmos o número da população indígena do período que os colonizadores aqui chegaram com os números atuais vamos perceber claramente que houve praticamente um extermínio desse povo, a ocupação do território brasileiro se deu através da retirada dos indígenas que aqui já habitavam e durante séculos o homem, dito civilizado, promoveu uma verdadeira expulsão desse povo.
Dentre muito motivos que ocasionaram a diminuição drástica da população indígena no Brasil podemos destacar a falta de reservas para sua sobrevivência, mortes ocasionadas por conflitos, além da proliferação de doenças típicas de homem branco, como gripe, sarampo, coqueluche e muitas outras que, por não possuir imunidade a essas doenças até então desconhecidas, os índios quase sempre não sobreviviam.
Porém, esse processo se estabilizou a partir da década de 80 e o crescimento dessa população atinge atualmente 10%, resultado superior à média nacional de crescimento demográfico.
Fonte: www.alunosonline.com.br